quinta-feira, 8 de julho de 2010

Definitivamente eu não entendo mais nada


Eu já sabia o resultado de Alemanha e Espanha.

Tanto já sabia que nem parei para ver o primeiro tempo. Só assentei na frente da televisão no segundo tempo. Para comer um sanduíche, não para ver o jogo.

Claro que ia dar Alemanha.

E súbito, fico pasmo. A Alemanha não foi. Foram uns caras lá, vestidos de branco, correram, correram. Mas não faziam muita coisa.

O que ajudou a não acontecer nada. Porque os vermelhos da Espanha tocavam a bola para um lado e para o outro e chutavam a cada duzentos minutos.

Se não fosse a cabeçada de Carles Puyol, vindo de fora da área, com pontaria e força - quase um pontapé - não tinha era acontecido nada. Um porre.

Os jornalistas se dividiram em dois grupos: os que elogiavam a Alemanha e os que elogiavam a Espanha. Ninguém disse que o jogo estava um porre.

Os comentaristas que elogiavam a Espanha estavam muito felizes. Faz umas vinte Copas do Mundo que eles falam: a Espanha vem forte; este ano é da Espanha; a Espanha ganhou a copa da Europa; a Espanha começa com Es e termina com panha. Acabaram acertando.


Bom, ganhou a Espanha, que, ao menos, fez alguma coisa. Uma coisa, para ser mais exato.

E vão para a final dois europeus ainda não campeões do mundo. Não deixa de ser bacana. Mas a Espanha, na final... Definitivamente, eu não entendo mais nada.

Mario Avila acha que viu Mick Jagger na torcida da Alemanha.

eu gosto muito de futebol

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